segunda-feira, 20 de março de 2017

LOST e suas influências

 
 
LOST foi um seriado exibido de 2004 até 2010, sendo criado pelo diretor JJ Abrams e contando a maravilhosa trilha sonora de Michael Giacchino.
 
A série contava a história de um grupo de sobreviventes cujo avião cai em uma ilha misteriosa cheia de mistérios e surpresas. Ação, aventura, elenco gigantesco, referências culturais e divagações filosóficas tornaram essa série um prato cheio e que deixou várias repercussões e influenciou vários filmes. Muito já foi discutido na época, e o consenso final é que o seriado começou incrivelmente bem, mas se perdeu (!) no final, sendo uma missão impossível (!) amarrar todas as pontas soltas.
 
Mas o que ficou fixo na lembrança são cena tristes na praia e a bela música do Michael Giacchino. Bom, vamos ver como LOST influenciou filmes recentes.
 

Dramas coreanos são a febre agora no mundo, sendo cada vez mais assistidos nos EUA graças ao Netflix e Hulu, mas foi em LOST que o ocidente foi apresentado ao casal Jin e Sun Kwon. No final das contas LOST foi um grande drama coreano filmado no Hawaii.

FlashForward (seriado de 2009) - No seriado LOST nós tinhamos visões do futuro e do passado, e isso fez um sucesso, então um gênio resolveu fazer uma série só baseada nesse conceito. Mas infelizmente não dá pra fazer um jantar baseado só no tempero, então essa série só durou uma temporada. Nem quero comentar sobre "The Event", outro seriado de mistério que começou confiante mas que acabou revelando demais logo no começo. O próprio J.J.Abrams testou lançar "Alcatraz", um seriado de viagem no tempo passado na famosa prisão. Era para durar tanto quanto LOST e durou uns 5 minutos.
 
Star Trek (filme de 2009) - O  bem sucedido reboot da série "Jornada nas Estrelas" foi dirigido por J.J.Abrams, criador de Lost e logo no começo do filme temos um momento "Lost", temos o pai do herói morrendo para salvar o filho que está nascendo. Hora de desligar todos os efeitos sonoros e só deixa a trilha chorosa do Michael Giacchino fazer o seu devastador trabalho. Até quem não era fã da série abriu a torneiras nessa cena.
Tomb Raider (jogo de 2013) - Depois de LOST surgiram vários videogames em que o protagonista está perdido em uma ilha cheia de zumbis ou outros seres desagradáveis, mas foi o REBOOT de Tomb Raider que mais abraçou conceitos da série. Neste jogo não temos a trilha so Michael Giacchino, mas temos outros elementos de LOST, como uma moça com roupas casuais rasgadas, como a Kate, um avião pendurado de ponta cabeça preso na montanha além de capangas violentos escondidos do outro lado da ilha.  
Star Wars: Rogue One (filme de 2016): Cenas tristes de pessoas na praia são a a especialidade de Michael Giacchino. E é claro, na cena em que a heroína Jyn Erso e Cassian Andor estão se abraçando  e esperando pra morrer juntos na praia o Michael Giacchino se sentiu em casa, e soltem os violinos tristes!  Nós esperaríamos um momento assim em "O Despertar da Força", dirigido pelo J.J.Abrams, mas foi em "Rogue One" em que Star Wars teve seu momento LOST. 
 

segunda-feira, 6 de março de 2017

LOGAN - comentário sobre o filme, curiosidades e alguns spoilers

 Assisti ontem "Logan" no cinema e posso dizer que terceiro e último filme do Hugh Jackman como Wolverine é um murro emocional no estômago, e com garras.
 
O filme, uma obra prima do diretor James Mangold, teve um show de interpretação do Patrick Stewart e do Hugh Jackman, assim como da estreante Dafne Keen, como a jovem mutante X-23. Todo mundo esteve bem, os vilões particularmente detestáveis, assim como a onipresente e tensa trilha sonora, que descrevo aqui como um faroeste distópico ciborgue.
 

Pena que o preço para essa obra prima seja deixar o universo cinematográfico dos X-men em frangalhos, anulando o final feliz do filme anterior, "X-men: Dias de um futuro esquecido". A história em quadrinhos na qual foi baseada era já um "Futuro alternativo", um "O que aconteceria se", tão comum nos quadrinhos "Não está valendo de verdade, é só uma possibilidade", mas nada disso se aplica neste caso, o que o filme faz questão de frisar. Mas talvez apelar para essa história seja a única chance da FOX para encarar os filmes da Marvel da Marvel.
 
 
O primeiro filme dos "X-men" data de 2000, e foi o renascimento bem sucedido dos filmes de super-herói (que teve um ensaio em "Blade" um pouco antes). A Marvel vendeu os mutantes para a FOX, que fez bom uso deles. Chamou escritores consagrados como o Chris Claremont para darem suas bênçãos e a adaptação foi bem sucedida, abrindo caminho para a avalanche de filmes que veio depois, como o Homem Aranha da Sony. O diretor Bryan Singer, diretor do filme cult "Os suspeitos", mostrou que sabia lidar com um grande grupo de atores, e conseguiu apresentar os personagens de forma organizada em um filme sólido de ficção científica e ação.

Quando vi o filme dos X-men eu pensei "Parece um episódio de Jornada nas Estrelas com algumas ceninhas de luta do filme Mortal Kombat". A comparação veio principalmente pelo ator que faz o Charles Xavier, o Patrick Stewart, também fazer o papel do Capitão Jean Luc Picard no seriado de TV Jornada nas Estrelas: A nova Geração. A diferença de interpretação é bem sutil, enquanto que o Capitão Picard é severo, ele é o compasso moral de toda a Federação. O professor Xavier já um pouco mais paternal, mas ainda assim sabe dar as suas broncas, como na cena em X-men 2 na qual ele dá uma bronca no Pyro: "na próxima vez que quiser se exibir....NÃO o faça".

Tivemos então seis filmes dos X-men, três filmes do Wolverine, e um do Deadpool. Todos interessantes, mesmo com os altos e baixos. O sucesso inesperado de DEADPOOL, que tem censura de 18 anos (Rated R) fez com que a FOX desse carta branca para o terceiro filme do Wolverine ser com censura 18 anos. E o filme faz bom uso desse recurso, com cenas sanguinolentas de tirar o fôlego.






Mas vamos ser completistas, pois somos NERDS! Essa não foi a primeira vez que vimos o Hugh Jackman cortando vilões com poças de sangue pra todo lado, censura 18 anos. A primeira vez que vimos isso foi no jogo de Playstation 3 "X-men Origins: WOLVERINE" a versão Uncaged Edition . No jogo, vilões viram suco de tomate  toda vez que o Wolverine usa seu ataque de tornado estilo demônio da Tazmania. Então, quem estiver com saudade do Logan, e não jogou esse jogo, você está perdendo toda a interpretação que o Hugh Jackman fez para essa obra prima dos games. Pare de chorar e vá jogar.



Voltando ao filme LOGAN,  Quando a Laura, a X-23, usa suas garrinhas para picotar os "Carniceiros' (os capangas ciborgues do vilão Donald Pierce), temos várias risadas na plateia e vários "Awws" e vários "Wows". Mas que lástima, nenhum dos carniceiros tinha  uma esteira de tanque no lugar de pernas. Ah, quanta injustiça!



 


Bom, infelizmente, para os vilões merecerem ser cortados por garras de adamantium, eles tem que ser particularmente hediondos, o que nos resulta em cenas cruéis demais para assistir. As maldades do laboratório dos vilões eu achei que estavam no meu limite. Nós vimos o Logan adulto sofrer experimentos no filme "X-men origens: Wolverine", mas agora as cobaias são crianças mutantes criadas em laboratório na fronteira do México. A única humanidade delas veio das gentis enfermeiras mexicanas. Como as crianças  são propriedades do laboratório, não tem direitos e podem ser caçadas à vontade pelos vilões.


Talvez aí esteja um paralelo com a realidade, a qual os quadrinhos e filmes dos X-men são conhecidos por fazer, a vítima da vez são mexicanos vitimizados por novas políticas ásperas anti-imigração do Trump?

A Laura não fala nada até metade do filme, e quando fala é em espanhol e a Terra prometida dos mutantes mexicanos não é os Estados Unidos, mas sim o Canadá!



  
Bom, voltando aos quadrinhos, muito se celebrou sobre o Stan Lee, criando o universo Marvel nos anos 60, e muito se celebrou do Frank Miller com o seu renascimento do Batman em 1987, mas acho que pouco está se celebrando sobre o Mark Millar, um autor moderno que deu o pontapé para a modernização dos Vingadores, já que suas "atualizações" nos personagens da Marvel (The Ultimates) os deixaram prontos para adaptação para os filmes.  O filme "Vingadores" é muito baseado no trabalho do Mark Millar  "Os Supremos"(The Ultimates), o filme "Capitão América: Guerra Civil" é baseada em "Guerra Civil", e "LOGAN" é inspirada na sua minissérie "Velho Logan". Cadê as participações especiais dele?

Agora, voltando ao Professor Xavier, responsável por grande parte dos rios de lágrimas do filme. O Xavier envelhecido, falando palavrões e tendo problemas em conter seu grande poder, não rouba a cena, e sim a enriquece, trazendo muito da bondade e humanidade necessária a um filme violento como esse. A atuação dele é quase uma maldade por nos fazer chorar.







Ahá, mas eu conheço os truques dele, pois ele já fez papel de velho gagá no último episódio de "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" de 1994 chamado de "Todas as coisas boas terminam".  No episódio o Capitão Picard está velho (maquiado de mais velho, com uma barba postiça) e está tentando convencer seus antigos tripulantes de uma ameaça a qual somente ele está ciente.  Ele está sofrendo de uma doença degenerativa mental e também balbucia asneiras enquanto luta pela sua sanidade.



Logo em seguida, em 1994, no filme "Jornada nas Estrelas: Gerações", o Capitão Picard precisa enterrar o seu antecessor, o Capitão Kirk.  O Capitão Kirk foi  interpretado durante 30 anos pelo ator William Shatner e esse filme foi sua despedida final ao personagem e ele morre salvando a próxima geração de heróis.

Como sempre, Jornada nas Estrelas e X-men sempre andaram de mãos dadas. :)


 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Comentário do filme A Chegada" (The Arrival) de 2016 - spoilers leves

Um filme que me surpreendeu bastante nestes dias foi "A Chegada" (The Arrival).
 
O filme foi muito bem dirigido, sem pressa nenhuma, seguindo algumas convenções sobre os tradicionais filmes de invasão alienígena e nos surpreendendo com uma boa história, ao invés de uma patriotada enlatada descerebrada. Pode-se dizer que este filme é o "Contato" desta década.
 
Inclusive o filme tem algumas similaridades com o filme baseado no livro de Carl Sagan, tendo uma heroína determinada tendo que lidar com o grande mistério alienígena e ao mesmo tempo tendo que lidar com militares truculentos que estão esperando qualquer desculpa para abrirem fogo.
 
Eu também senti uma similaridade com o primeiro episódio com o seriado "Deep Space Nine"(1991) (no Brasil conhecido como "Jornada nas Estrelas: A Primeira Missão"), na qual os alienígenas vivem fora do tempo linear, e tentam se comunicar com uma pessoa cheia de traumas que não consegue seguir com a vida devido a uma tragédia. E essa pessoa precisa juntar passado e futuro para se tocar que o tempo é simultâneo.
 
"A Chegada" está totalmente em sintonia com "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" de 1987, na qual a GUERRA representa a falha, não a vitória. A guerra tem que ser impedida usando o cérebro, a diplomacia.
 
Em um dos melhores momentos do filme, a protagonista que precisa se comunicar com os alienígenas, remove seu traje pesado de proteção contra bactérias e se apresenta como uma pessoa. Para ter confiança é preciso oferecer confiança.
 
Esse e outros muitos detalhes que celebram a não agressividade são uma brisa refrescante, uma boa dose de ficção científica televisiva dos anos 90 dando suas caras  nos dias de hoje, também dera, o livro na qual o filme se baseou ("Story of Your Life" ) foi escrito em 1998.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Teste de visual do Aquaman no filme da Liga

 
Zack Snyder liberou um clipe rápido de como ficarão as cenas subaquáticas no filme da Liga da Justiça, e realmente ficaram interessantes, lembrando muito o cenário da Pequena Sereia. Ou seja, Atlântida está parecendo Atlântica.  :)  Jason Momoa até que parece um pouco com o Rei Tritão, pai da Ariel. Curiosamente, a Marvel está correndo atrás dos direitos do Namor, que estavam juntando pó na Columbia Pictures.
 
 
Ainda não está muito fiel à versão original, mas ainda chegaremos lá :)
 

A fauna monossilábica

Não te irrita quando você posta um post quilométrico, digno de uma monografia, e o máximo que o ser responde é "Top". Isso me dá uma saudade imensa dos antigos fóruns dos anos 90, na qual verdadeiros catedráticos escreviam muros de texto para expor suas idéias. Então, atendendo a pedidos, eis que reposto a minha homenagem a "fauna monossilábica".

 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Sobre a "Brigada Ônix"

Bom dia, seu bando de nerds de quadrinhos!


Como meus amigos da comunidade de quadrinhos perceberam quando se tornaram meus amigos, se é meu amigo, vai levar SPAM, a vida inteira, vai ficar cansado de me ouvir falar sobre meus personagens. a "Brigada Ônix". Quem me conhece ao vivo já sabe "lá vem". E para quem chegou neste blog de supetão sem querer vai saber também. Os brigadeiros são meus personagens apresentados em histórias em quadrinhos no meu blog, são três super-heróis em clima de paródia de vários clichês de filmes, gibis e livros que li.
 
Quem já é leitor meu de longa data já percebeu que as histórias vão sendo apresentadas em arcos da mitologia e tirinhas casuais.  As tirinhas casuais são piadinhas avulsas, amigáveis para a web, quase memes que podem ser lidas independente. Já as da mitologia exigem um pouco mais de atenção, mas nada que uma hora tranquila de leitura não resolva. Eu acabo de completar mais uma "Temporada", então, para quem gosta de séries completas, é uma boa oportunidade para ler uma história de começo, meio e fim. Estejam convidados!
 
 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Minhas recomendações de Quadrinhos Nacionais

Dia 30 de janeiro tivemos o dia do quadrinho nacional, então aqui vão algumas relíquias brasileiras que me divertiram e influenciaram ao longo dos anos.


Gostava muito da revista do Niquel Nausea nos anos 90, era um humor inteligente, meio que camuflado de udigrudi, fingia ser "punk" mas na verdade era de uma eloquência de fazer poetas orgulhosos.









Otacílio D´assunção Barros é nome completo do OTA, editor da Revista MAD desde sempre.

Os quadrinhos "rabiscados" dele sempre me fizeram rir. E tiro o chapéu pra ele.
















NUNCA na história alguém foi tão longe por uma piada. Nem o Chaplin, nem os Irmãos Marx, nem o Jim Carrey.  Por exemplo, que nem na revista MAD que fazia sátira de filmes, na turma da Mônica o Mauricio de Souza colocava os seus personagens nos filmes, algo divertido e digamos.. normal...
mas quando o Mauricio de Souza resolveu fazer isso, ele fez com dezenas de pinturas clássicas, com reproduções que me doem a alma só de pensar.
 
Esse trabalho que levou décadas virou tema de uma exposição "História em Quadrões".  são quilômetros de quadros "monicados". Isso nunca tinha sido feito antes, e nunca será feito novamente.  Isso torna o Maurício de Souza um dos maiores humoristas da história.
  
 



Com o desenhista ANGELI aprendi que desenhar cenários é importante. Então, quando usava nanquim, tentava fazer tantos predinhos quando possíveis.

Eu nunca saquei cem porcento o humor e a crítica do Angeli, mas gostava do tanto de tinta preta que ele usava.













De tanto fazer tirinhas histórias inteligentes demais para um público besta que não entendia as referencias, o desenhista SPACCA foi mais longe ainda, virou professor de HISTÓRIA assim as pessoas entenderiam o que ele estava satirizado.

















Alguns atrás a editora Escala publicou dezenas de títulos de quadrinistas nacionais, sob o selo  Graphic Talents.

Eram títulos leves, como esse mangá nacional "Zuzna. a Gênia do Bule".














"O PENITENTE" é uma HQ do desenhista gaúcho apelidado de "Lorde Lobo". Confiram o desenho que o Joe Bennet (que desenha o Superman pra DC comics) fez pro Penitente

















O mangá nacional de maior sucesso foi o HOLY AVENGER, cortesia da Erica Awano. E é merecido, pois os diálogos rpgísticos são autênticos e divertidos, sem ter que emburrecer a conversa pra noobs não merecedores




O "Analista de Bagé" era um outro quadrinho brasileiro adulto atemporal. O analista atendia e dava broncas a toda população rural das redondezas, de índios, fazendeiros até políticos. Cortesia dos mestres Luís Fernando Veríssimo  e Edgar Vasques
















"Pátria Armada" é outra HQ nacional recente, e lhes digo..é soberba!
 
Não deixa nada a dever a nenhum ULTIMATES. Eles conseguiram financiamento no CATARSE e foi merecido.
 





 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Foto da coleção na casa nova





Estamos de casa nova, e um bônus foi o armário novo que virou a nova residência da minha coleção de gibis e action figures. Me desculpem as fotos com Flash! Bom, a multidão está à bordo, agora é só seguir viagem :)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Página do gibi dos X-men que aparece em LOGAN

Confiram a página de quadrinhos que o JOE QUESADA  desenhou para o gibi imaginário dos X-men que aparece no filme LOGAN.
 
O Quesada desenhou a página para que lembre um gibi do início dos anos 90, e a colorização foi feita com as cores de impressão disponíveis na época.
 
O Ciclope está com um uniforme muito bacana, e a Tempestade está com uma tiara diferente. O uniforme da vampira é um híbrido do uniforme antigo verde e amarelo com um gorro do uniforme dele verde e branco.
 
Curiosamente, no capuz do Wolverine os olhos são visíveis. Nos quadrinhos eles tem uma lente branca. No filme do Deadpool eles tem essa tema branca, então não sei por que Quesadas ele fez a roupa assim.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A trindade do Alex Ross


















Apenas compartilhando com os amigos nerds essa foto das minhas figuras da coleção "Justice" do Alex Ross, com nada menos que a "Trindade" da DC, Batman, Super-homem e Mulher Maravilha. :)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Star Wars: Rogue One - comentário com spoilers



















Assisti "Star Wars: Rogue One" no cinema. Que filme excelente! Que presente para os fãs de "Guerra nas Estrelas". Eu diria que é o melhor filme de Star Wars já feito. Ele se conecta com perfeição com o Episódio III e IV, além de Clone Wars. É perfeição demais. É "o Resgate do Soldado Ryan" e "Canhões de navarone" no espaço.  :) 

Gostei muito dos novos personagens, todos eles trouxeram algo de novo ao tabuleiro, desde a Jin Erso, filha de um dos cientistas da Estrela da Morte, até o Diretor Krennic. Ate me vi torcendo pelo Diretor Krennic, cujos esforços e crédito iam ser roubados pelo Governador Tarkin! Tomando crédito pelas idéias dos outros, isso é pura maldade! Mas quem roubou a cena foi o personagem do ator de artes marciais chinês Donnie Yen, o Chirrut Imwe, com seu personagem sensitivo à Força. Nos fóruns de Star Wars que visitei, quem ganha em popularidade é o Robô K-2SO, o robô mal humorado que lembra o Marvin, do Guia do Mochileiro das Galáxias.


Bom, quando o diretor disse que o filme  é baseado em "Os Canhões de Navarone" no espaço, isso já foi como um spoiler que o filme seria sofrido e molhado. Tal qual o pobre esquadrão suicida no filme de 1961 que tem que destruir uma fortaleza alemã na segunda guerra mundial, cujos canhões gigantescos estavam destruindo barcos dos aliados. Aliás "Rogue One" tem todo esse clima de "Segunda Guerra Mundial" bem arraigado.




Quando o diretor do filme Gareh Edwards disse que gostava dessa cena em "O Império Contra-Ataca" quando os Rebeldes tentam defender a base no planeta Hoth do ataque dos andadores AT-AT do Império, isso também deu uma boa idéia do que esperaríamos. A história contada do ponto de vista dos soldados rasos, ao contrário das tramas palacianas ao estilo Duna, que permeou a trilogia de prelúdio de Star Wars, as famigeradas "Prequels" e que não caiu bem aos olhos dos haters de plantão que querem ver o circo pegar fogo, mas não querem saber "Por quê" o circo pegou fogo.

Mas sejamos sinceros, toda essa seriedade é basófia, pois todo mundo que já estava vivo na época e que brincava com bonecos de "Star Wars" da Kenner no jardim queria ver mesmo rebeldes lutando e se explodindo (e é isso que tivemos no filme). Eu já perdi vários soldados e suas arminhas enterradas na areia e no congelador da geladeira. Essa parte com gelo fazia um excelente interior da base rebelde.  :) 




Como assim? Sua mãe nunca lhe deixou usar a geladeira para brincar de "Império Contra-Ataca" com seus bonequinhos? Ahn...próximo assunto...








Vamos falar da trilha sonora. Eu sempre amei a música do John Williams; nada era mais épico que o tema do Superman, do Indiana Jones, de Star Wars e de ET. Escutei esses discos de Vinil, depois os CDs e depois os MP3s até gastar. Mas o John Williams sempre foi velho e sempe temia que ele morresse a qualquer minuto e quem o substituiria? O compositor Jerry Goldsmith de "Star Trek" e "Rambo" sempre era um contra-ponto, o outro lado do espectro, com melodias belas mas não eram tão..diretas quanto a música do John Williams. Até que um dia nos anos 90 eu fui na loja de CDs "Always" na rua augusta e me deparei com esse CD....


"Shadows of the Empire" foi um lançamento "Star Wars" de meados dos anos 90. Foram lançados um livro "Sombras do Império", um jogo de videogame pro Nintendo 64, um CD de música orquestrada e quadrinhos. Era um projeto multimídia, tipo um "filme sem um filme". A história se passava entre "O Império Contra-Ataca" e "O Retorno de Jedi", e contava a história de Luke e Leia contra um líder de uma organizaçao criminosa chamada "Black Sun" que agia em Coruscant. A música era épica, foi composta por Joel McNeely, que tinha composto vários episódios do "Jovem Indiana Jones" pro George Lucas. Hmm..eu pensei...eis um sucessor pro John Williams..

Eis então que do nada surge o compositor John Ottman. que fez um bom trabalho com a trilha de X-MEN 2,  e que foi escalado pelo diretor Bryan Synger para compor a trilha sonora do promissor "Superman: O Retorno". O trabalho dele seria como do Joel McNelly, pegar a trilha composta pelo John Williams e expandir, usando respeitosamente os temas já estabelecidos dos personagens e ao mesmo tempo, criar novos temas a situações. Embora o filme não tenha sido uma unanimidade, pelo menos a trilha sonora ficou excelente. Então, ele seria uma escolha justa para suceder ao trabalho do insubstituível John Williams

Mas no final, quem foi o escolhido para essa tarefa foi o compositor de LOST, Michael Giacchino. Tivemos sorte, pois o trabalho dele ficou ótimo. Dizem as más línguas que o filme "Star Trek", o reboot de 2009 de Jornada nas Estrelas foi um teste que o J.J.Abrams fez para poder dirigir "O Despertar da Força". O Michael Giacchino se esbaldou com a trilha sonora, fazendo uma versão super empolgante do tema do seriado dos anos 60. Então, era de se esperar que ele pulasse do lado da Federação dos Planetas para o Império Galático. Ele liberou seus violinos LOST com toda força na cena final na praia. Chorei rios nessa cena. O nome dessa faixa é "Your father would be very proud".

Vamos falar um pouco do Universo Expandido de Star Wars. Em 2006 tivemos um jogo de PSP e Nintendo DS chamado "Lethal Alliance". Neste jogo, uma mercenária da raça Twi´Lek chamada Riana Saren foi contratada pelo rebelde Kyle Katarn para sabotar os Imperiais e a organização Black Sun. Nisso ela acaba indo parar em um planeta aonde estava sendo construídas partes da Estrela da Morte. No final, ela mesma acaba parando dentro da Estrela da Morte e passa as informações para os Rebeldes. Isso não invalida "Rogue One", mas com certeza ela é uma heroína que precisa ser lembrada pelos fãs, já que se passa exatamente na mesma época. :) 

No livro "Death Star" de 2007, temos o cotidiano da Estrela da Morte. É uma leitura fascinante. Eu diria que não contradiz "Rogue One" mas meio que complementa. Mostra uma arquiteta que descobriu a falha que os Rebeldes utilizavam, mas que sua baixa patente não a permitiu corrigí-la a tempo.
Outro personagem fascinante é o tenente Graneet, o operador do Canhão da Estrela da Morte. Ele se sentiu tão culpado pela destruição de Alderaan que propositalmente atrasou o acionamente do canhão pela segunda vez, dando tempo a Luke Skywalker de destruir a malévola estação.

A nave "Ghost" do desenho animado "REBELS" aparece no meio da frota Rebelde. O desenho se passa vários anos antes de "Rogue One", mas pelo menos sabemos que a piloto Hera Syndulla sobrevive ao seriado e se torna uma general.

Quem sabe no último episódio de Rebels teremos a história de Rogue One contada do ponto de vista da nave "Ghost"  :) 




Resumindo, "ROGUE ONE" é fantástico. E essa cena final com o Darth Vader merece um Oscar de cena mais debulhante de todos os tempos.  :)