segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Dr.Estranho - comentários sobre o filme (com levíssimos spoilers)


Nunca pensei que chegaríamos numa época em que teríamos um filme do Quarteto Fantástico, dos Vingadores ou do Homem-Formiga ou do Dr.Estranho. E o mago supremo ganhou um filme à altura de sua majestade e maluquice paz e amor hippie/indiana dos anos 60. A jornada do Dr.Stephen Strange foi muito bem contada, tendo o ritmo de uma série de TV. O ator Benedict Cumberbatch
traz sua presença em cada cena, seja dramática, seja humorística.
 
Os efeitos caleidoscópicos estavam lá, assim como as dimensões paralelas desenhadas pelo Steve Ditko.  Eu fiquei preocupado quando vi os trailers, que faziam que o clímax do filme ia ser apenas uma variação do filme Inception, "A Origem", mas foi um alívio saber que isso foi apenas uma cena (embora que gigantesca) do filme. O tom "neon" brilhante me lembrou as cenas viajantes de "2001: Uma Odisseia no Espaço" o que torna óbvia a referência. Cores de neon não cansativas, claro, pois se tivessem mais contraste, várias pessoas iriam passar mal no cinema.
 
A Anciã roubou o show, pode-se dizer que a personagem de Tilda Swinton é a estrela do filme. Nos quadrinhos o Ancião é um pequeno homem oriental. No caso, os produtores acharam que estava faltando mulheres e colocaram ela no lugar dele e ela se tornou uma feiticeira branca celta. Em compensação, o mordomo Wong foi promovido a feiticeiro protetor do santuário de Hong Kong, então todos ganhamos. O ator que fez o Mordo ficou ótimo também, quase reprisando o seu papel no filme "Serenity".


Claro, as platéias foram amaciadas antes com o desenho animado do AVATAR, então esses magos kung-fu podiam ser muito bem extensões dos Dobradores de Água, do Ar, do Fogo e da Terra. No caso, dobradores de realidade. A vibe é a mesma. A cidade de Kamar Taj no Nepal podia muito bem ser Bah Sing Se, a cidade dos dobradores de Terra.


No meu ponto de vista não foram poucos os paralelos com o filme do Lanterna Verde. Uma rápida cena de treino com um amigo que se torna adversário, poderes que exigem concentração que se apagam na hora da luta, e um combate com uma cabeça flutuante gigante. Mas neste caso do Dr.Estranho tudo funciona muito bem, o que me dá esperanças de ver um filme do Lanterna Verde totalmente equilibrado, com todas as suas maravilhas cósmicas.
 
 
Outro ponto positivo foi a trilha sonora orquestrada do Michael Giacchino. Ficou perfeita. Amei o arranjo final que passou nos letreiros, que ficou parecendo  música do Pink Floydm Dr.Who, com Star Trek, com Sherlock Holmes e música indiana/hippie dos anos 60. Perfeito.
 
 
 
 
 
 
O que eu não gostei:
 
Não vou entrar em detalhes, mas todos os comerciais "nacionais" do CINEMARK eram horríveis, ensurdecedores, "toscos", em total dissonância com o filme que ia passar. Apelar para o menor denominador comum não é uma boa estratégia, só espanta cliente.

E é isso :)  Obrigado por ler.