quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Minhas histórias favoritas do Batman




















Esta é uma bat-lista informal e incompleta das minhas histórias favoritas do Batman que mais me vem à memória.


Post atualizado!  hehe Atualizei o post com as devidas correções antes que me expulsem do clube dos quadrinhos. Sim "Cavaleiro das Trevas" é sim a mais importante história do Batman de todos os tempos e eu estou errado ao não incluir ela em primeiro lugar e estou arrependido de não ter postado antes. :) 

Sim, eu estava lá em 1986 quando vi o Batman velho e gordão na capa, foi a primeira HQ com formato americano que comprei, lembro até do cheiro do papel. Ver as notícias nas telinhas de TV desenhadas eram novidade e davam um ar de urgência na história, tudo era realista e importante. As cores suaves da esposa do Frank Miller, Lynn Varley eram uma prova de amor. Eu ainda tenho minha edição encadernada, toda amassada e com os cantos rasgados de tanto que ela foi lida. :) 






Em 1986, Frank Miller e David Mazzucchelli criaram o que parecia ser um storyboard para um filme super realista do Batman. Algo que estava totalmente pronto para as telas, e é isso que "Batman: Ano um" parece, o filme perfeito do Batman. A arte de David Mazzucchelli é realista e proporcional, da mesma forma que ele desenhou o Demolidor alguns anos antes, novamente em parceria do o Frank Miller, em "Demolidor: A Queda de Murdock".  A primeira imagem que me vem a mente é da o Bruce Wayne quebrando um tronco na neve. 

A história também revigora o Comissário Gordon, transformando ele em um protagonista da série do Batman, tornando ele um personagem indispensável. O último quadro da HQ, com o Comissário Gordon sorrindo e confiante, depois de tanta luta,  é tão monumental quanto discreta. Isso fazia parte dos filmes NOIR, a luta é difícil, e a vitória, sutil.




Depois da interessante "Batman Ano 1" veio a empolgante "BATMAN ANO 2",  Mike Barr era o escritor e o estiloso Todd MacFarlane o primeiro desenhista, e depois o Alan Davis.  Nessa história, o jovem Bruce Wayne se apaixona pela Rachel, que é filha do empresário Judson Caspian, que na verdade é o vilão Ceifador, que é um assassino de mafiosos. Para deter o Ceifador, o Batman precisa se unir a Joe Chill, o assassino de seus pais, em uma aliança tensa. Nesta capa, o Batman está com o revólver de Joe Chill e uma das lâminas do Ceifador.

O personagem "Ceifador" foi a base para o personagem "Fantasma", do longa metragem animado "Batman: A Máscara do Fantasma", e a personagem Rachel foi a base para a Rachel do filme "Batman: Begins".





Um dos escritores do Batman que mereciam ser mais celebrados é o Alan Grant (não o paleontólogo de Jurassic Park) mas um autor que ficou muito tempo no personagem. O Batman de Alan Grant é mais um assistente social do que uma Mary Sue inderrotável. Ao resolver problemas pequenos, como uma gangue de motoqueiros, ou uma danceteria que faz barulho demais, ou de vândalos que destroem telefones, Alan Grant faz um Batman ÚTIL que todos queremos na nossa vizinhança. Mas isso não quer dizer que o Batman seja um frouxo, no traço do desenhista Norm Breyfogle, esse é um Batman totalmente bad-ass. Essas histórias foram publicadas na revista Detective Comics de 1989 em diante.








"Batman: O Filho do Demônio". Essa é uma das primeiras histórias realmente épicas que li do Batman. Cortesia do roteirista Mike Barr (outro batmestre) e do desenhista Jerry Bingham.  Essa história une Batman e Ra´s Al Ghul contra um assassino chamado Cain e reune Bruce Wayne com Talia. Nesse "Titanic para meninos"  ou "James Bond com morcegos" você torce para que o bromance entre o Batman o paternal Ra´s Al Ghul continue no meio da guerra, e que o romance entre o Bruce e a Talia permaneça pra sempre. Esse é o termo, pois essa HQ te faz torcer que tudo dê certo como nenhuma outra.









Batman: O Messias. Nessa HQ os mestres Jim Starlin e Berni Wrightson fazem uma obra de arte de terror com a facilidade que um pizzaiolo italiano faz uma pizza de calabresa. O Jim Starlin está fora do seu elemento cósmico (Capitão Marvel, Surfista Prateado)  mas Berni Wrightson, de HQs de terror dos anos 70, está em casa nessa "grindhouse" e ambos fazem gato e sapato do Batman (trolagem com estilo?).  Na história, um líder carismático e seu exército de sem teto começam a aterrorizar Gotham, no processo eles dominam e isolam a cidade. Com seus poderes de hipnose e conversão o reverendo Blackfire faz lavagem cerebral no Batman e resta a Jason Todd salvar o dia. Meus olhos inocentes não estavam preparados para esse banho de sangue. Tanto que não consegui parar de ler.






Eu gosto bastante dessa adaptação do filme do Tim Burton. Além de ser souvenir do filme, foi interessante ver o esforço do desenhista Jerry Ordway, conhecido desenhista do Super-homem e do Capitão Marvel, desenhar o Batman. Não só isso, ele desenhou os personagens do filme com uma fidelidade à aparência dos atores. O Michael Keaton, o Jack Nicholson e a Kim Basinger pareciam com eles mesmos e o Jerry Ordway faz isso parecer fácil!  


Batman: Julgamento em Gotham.  Essa obra prima da comédia me fez rir por anos. O roteirista Alan Grant (Lobo) junta o universo do Juiz Dredd e do Batman com facilidade e estilo, e a arte sensacional do Simon Bisley é tão propositalmente "heavy metal" que fica hilário. Cada quadro é uma obra de arte que serviria de capa para uma banda de metal. A história é mais uma festa do que uma história. No futuro, a humanidade está entuchada e abarrotada em uma única cidade, chamada Megacity 1, aonde os "Juízes" precisam colocar ordem no meio do caos. Desse futuro veio o Juiz Morte, um ser sobrenatural que volta no tempo para "julgar" Gotham no passado, ou seja, matar todo mundo, com a ajuda do Espantalho.

Resta ao Batman, o Juiz Dredd e a Juíza Anderson salvar o dia em uma luta sangrenta em um show de metal. YEAH! (fazendo o símbolo do metal com as mãos)



Ron Marz é o roteirista especialista em ALIENS e o Berni Wrightson é o desenhista especializado em Batman e Terror, e os dois se divertem nesse evento de cross-over da Dark Horse e a DC Comics. Compre só para ver o híbrido ALIEN e Crocodilo, que vai da banca direto pros seus pesadelos :)  






Batman: Louco Amor.  Cortesia dos criadores da série animada do Batman, Paul Dini e Bruce Timm, eis uma história que mostra o quão fértil é o universo do Batman nas mãos de pessoas competentes (e bem humoradas). 

No Asilo Arkham, a psicóloga Harleen Quinzel quer entrevistar o Coringa na esperança de escrever um livro e ficar famosa. Mas o palhaço do crime acaba convertendo-a para a sua causa e fazendo-a se apaixonar por ele e a transformando na Arlequina. Mas ao passar dos anos, ela decide que quer se casar com o seu "pudinzinho" que infelizmente está obcecado em matar o Batman. Então, o melhor a fazer é ela mesma tirar o homem morcego do caminho.







Batman: O longo dia das bruxas. Essa poética graphic novel tem a arte transbordante de Tim Sale. É um balé dos quadrinhos, com cores e curvas e sombras usadas com mestria. É um presente para os leitores, tanto no quesito roteiro e arte. A tragédia da origem do Duas Caras ganha profundidade extra quando você acompanha o determinado Harvey Dent em sua cruzada contra a máfia, junto com o Comissário Gordon e o Batman.

Essa história serviu de base para o segundo filme do Batman do Christopher Nolan, "O cavaleiro das trevas".









Corporação Batman. Grant Morrison estava determinado a mostrar o quanto gosta do Batman em um arco criativo, extenso e hercúleo e eu diria, um pouco cansativo e exagerado.  Mas uma parte que eu gostei mesmo foi quando o Bruce Wayne começou a financiar outros heróis de outros países, fazendo com que vários países tenham o seu Batman.  Foi uma chance para fazer vários bat-coadjovantes brilharem Pra mim, o Grant Morrison merece aplausos por ter dado  a Stephanie Brown, a antiga Salteadora, antiga namorada do Robin e Batgirl por cinco minutos, uma chance de brilhar.  









Batman: Silêncio foi um bat-evento, um revamp da série para novos leitores, e uma grande festa da bat-família. É assim que se faz um REVAMP, ao contrário dos malditos reboots que zeram o contador, um revamp apenas reenergiza o que já existe, sem apagar nada. Aqui o roteiro é uma desculpa esfarrapada para todos os amigos e vilões do Batman serem reapresentados no traço do fantástico Jim Lee no seu melhor. Aparece a Arlequina, Caçadora, Amanda Waller, o Lex Luthor, o Charada, o Ra´s Al Ghul, todo mundo, neste blockbuster pipoquesco dos quadrinhos. A série deu origem a uma série de action-figures super estilosa também, sem contar que foi uma das inspirações para o jogo "Arkham Asylum".