segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Os melhores animes que assisti


















É inegável a conexão do Brasil com o Japão. Na TV brasileira, os cartuns casuais do Tom e Jerry e do Pica Pau dividiam espaço com os dramas seriados japoneses e eu assisti vários ao longo dos anos. Então, permitam-me compartilhar alguns de meus animes favoritos. 

Nós tivemos sorte de ter exibidos na TV o Brasil nos anos 70 e 80, as principais obras do pai do anime, Osamu Tezuka, criadas nos anos 50.  Nós tivemos "Kimba, o Leão Branco", "A Princesa e o Cavaleiro", "Astro Boy" e "Don Dracula", todos eles muito influentes para gerações de desenhistas (agradecemos ao Sílvio Santos, que comprava tudo de tudo e também à saudosa Rede Manchete).  No Brasil, o pai da Turma da Mônica, o Maurício de Souza era provavelmente seu maior fã.  Em 2002, a editora JBC nos agraciou com a publicação do mangá "A Princesa e o Cavaleiro" em português. Nós não merecemos. 



Lembro que tivemos também o anime sobre corridas "Speed Racer", que contava as aventuras de um piloto chamado Speed Racer, e sua família que era sua equipe de apoio. O seu rival Corredor X também o apoiava. Todos amavam Speed Racer. Mas participar de corridas não era tudo o que ele fazia, ele tinha tempo para parar e derrubar ditadores tiranos, além de matar bandidos usando submetralhadoras ou jogar vilões na lava incandescente (yeah)

Mas o verdadeiro astro era o carro Mach 5, cheio de apetrechos, podendo dar altos saltos e cortar pneus alheios com suas serras defensivas.



Eu também assisti inteira a versão canina de d´Artgnan e os três mosqueteiros.  Essa produção Japão-Espanha conta a história do livro clássico de Alexandre Dumas. Tá todo mundo lá, o Conde Rochefort, o Cardeal Richileu, a "Milady". Essa continua sendo a melhor adaptação da famosa história.  







"Pirata do Espaço" foi um anime muito divertido. "Groizer X" foi um projeto paralelo do pai dos animes de Mechas, Go Nagai. Como o seu projeto principal MAZINGER foi um sucesso nos países latinos como Espanha e Argentina nos anos 70, o seu projeto paralelo, que era a mesma coisa, foi sucesso aqui no Brasil em 1984 na TV Manchete. A série tinha pessoas pilotando robôs gigantes que enfrentam monstros robóticos gigantes em longas e devastadoras batalhas.

Como vocês devem ter percebido, as animações japonesas sempre contaram uma versão mais adulta do que as animações ocidentais para a mesma faixa etária. 


O drama de ficção científica japonês MACROSS foi importado pela produtora americana Harmony Gold para exibição nos EUA em 1985. Para que a longeva série fosse mais palatável para o público americano, e também para cumprir o mínimo de episódios necessários para exibição em "Sindicação", o editor Carl Maceck juntou outras duas séries não relacionadas de robôs aviões e fez uma maçaroca chamada ROBOTECH. Cenas picantes ou sangrentas foram excluídas e redubladas.  Sem ele, o ocidente não iria conhecer essas séries mais modernas, mas também os fãs puristas ficaram fulos pelas histórias simplificadas e amarradas no estilo Frankenstein. Mas funcionou, graças a essa manobra mais e mais animes foram chegando no ocidente. Foi essa versão que assisti na Argentina na época.


Nausicaa do Vale do Vento. (1984) Hayao Miyazaki é um dos deuses do anime. "Meu vizinho Totoro" e "A Viagem de Chihiro" não são apenas obras primas, são patrimônios da humanidade. E Nausicaa do Vale do Vento é oficialmente a primeira animação do Estúdio Ghibli, embora Hayao Miyazaki tenha trabalhado em animações mais comuns, como a série cômica "Lupin III". Logo nessa animação podemos ver algumas marcas registradas do autor. Jovens heroínas que salvam o dia, aviões, vento e dramas envolvendo a natureza, real ou imaginária. 




Uma gema escondida, uma obra prima do humor japonês, "Project AKO" (no Brasil "Supernova") 1986 é um filme que começa lento, com uma estudante com roupa de marinheiro, A-ko Magami,  que acompanha sua colega de classe, C-ko Kotobuki  até a escola. Isso desperta o ciúme da moça rica da escola, B-ko Daitokuji que quer a menina ao seu lado.Mas acontece que A-ko Magami, é filha do Superman com a Mulher Maravilha, C-ko é herdeira de um império intergaláctico e B-ko é uma engenheira que constrói mechas de batalha. Está armada a confusão, em busca da atenção da C-ko, começa uma guerra intergalátcia



Em 1988, a animação "AKIRA" pegou o resto do mundo de supetão, mas o mangá havia sido publicado no Brasil então já estávamos na espera.  A história é puro cyberpunk. Vários anos após a terceira mundial, em 2019 a recém reconstruída cidade de Neo Tóquio se prepara para as olimpíadas. Nesse interim, uma gangue de motoqueiros tem um encontro inesperado com um telecinético que fugiu de um laboratório, atiçando os poderes telecinéticos latentes em um dos  integrantes da gangue de motoqueiros, gerando muitas confusões.
Nessa época eu já ia comprar CDs na loja de importados "Always", perto da Avenida Paulista. O CD era caro, mas comprei assim mesmo e ouvi um milhão de vezes o tema principal.

Nos anos 90, a Gibiteca na Vila Mariana era uma Meca para os otakus, desenhistas e entusiastas se reuniam lá para mostrar desenhos e exibir VHS japoneses no telão. Os primeiros episódios de Dragonball Z eu assisti lá naquele "cineclube" improvisado. Você tinha que lutar pela sua cópia do seu anime favorito, tal qual gaivotas tentando pegar peixe na rede do navio pesqueiro. Se você conseguia voltar pra casa com sua cópia borrada em VHS de "Bubblegum Crisis" ou "Dragonball Z" ou "Shurato" ou você se dava por feliz. Via e revia o mesmo desenho umas 100 vezes para pegar as "nuances" do desenho. E foi lá que assisti "MACROSS: do you remember Love" AHHH.



Record of Lodoss War  foi outra relíquia que consegui em 1990. Foi uma minissérie que segue os padrões e regras do RPG "Dungeons and Dragons". Com um Cavaleiro, Elfa, Clérico, Ladrão, Mago, era praticamente o mundo de Tolkien em formato anime, totalmente badass. A série te deixa vontade de jogar RPGs, de saber mais sobre aquele mundo, mas isso era antes da internet, e não tinha nada disponível da série. Depois eu soube que tinha RPGs em japonês no Japão. Ah Japão por que nos abandonastes??!!





Slayers: O filme, foi outra comédia de fantasia muito divertida. A maga adolescente super poderosa Lina Inverse e a maga pretensiosa Naga são contratadas para enfrentar um mago perverso e enfrentam juntas muitas confusões. O filme me fez assistir a série, que merece estar em qualquer coleção.







Passados alguns anos, eu já estava ocupado com trabalho, faculdade, e nem estava parando pra ver animes. Até que passei em uma galeria na Avenida Paulista, lá estavam vendendo VHSs originais de vários filmes de anime. E pronto, fui fisgado de novo. Assisti desavisado o filme "Ah! My Goddess" e fiquei pasmo pela qualidade da obra. Depois corri atrás da minissérie animada de 5 partes feita nos anos 90, e depois da série que foi feita em 2005 que durou duas temporadas. Essa série se tornou uma das favoritas da minha esposa também.  Na história, o jovem Keichi Morisato é um rapaz se envolve com a deusa Belldandy. O que começa com um romance termina em muitas confusões de proporções universais.


Eu também assisti "Evangelion" inteiro, a versão original, a versão remaster, o Fim de Evangelion e os filmes do reboot. É uma série que merece ser contemplada. Ela foi feita sob medida para os fãs, foi feita para ser discutida e explorada. Foi daí que aprendemos o que é um "Final estilo Gainax", ou seja, tudo está bem, mas de repente tudo termina da forma mais terrível possível. Daí você tenta consertar e piora e fica por isso mesmo. Vale pela festa e pelos robôs gigantes.





De outras séries menores, eu e minha esposa assistimos vários primeiros episódios de várias séries, mas sem nos ater a nenhuma. Mas "Bartender", (2006) foi uma que paramos para ver alguns episódios. A premissa era diferente, um barista ouve os problemas dos clientes e prepara coqueteis feitos especialmente para resolver o problema em questão. Se é necessário coragem, paciência, calma, etc, ele fazia a "poção mágica" específica. Vale pela originalidade.






Um dos animes mais surpreendentes e agradáveis que vi nos últimos  anos foi "FATE STAY NIGHT"(algo como Noite do Destino). que é baseado numa visual novel. Como disse antes aqui, é uma mistura de Digimon com Highlander, na qual você ao invés de invocar um bichinho fofinho pra lutar pra você você invoca seres lendários como Alexandre o Grande, o Hércules, Medusa, etc. Não importa se existiu ou não, o que importa é que sua lenda seja forte para ser conjurado por um feiticeiro.

Joguei depois os dois jogos de PSP que foram muito divertidos.

Fairy Tail foi uma série que nos ganhou pelo bom humor, pelo entusiasmo dos personagens e pela trilha sonora espetacular. O Tema da ERZA é um dos meus favoritos. Mas a série nos perdeu quando repetiu pela quinquagésima vez o herói Natsu, ferido no chão, lembrando dos amigos da Guilda e com a música heróica.
Resumindo, 15 episódios eram o suficiente. 270 está além das minhas capacidades humanas.






Sword Art Online já é uma série menor, mais concisa, mais redonda e mais perfeita. Jogadores de um jogo de realidade virtual no futuro ficam presos como reféns no jogo e só poderão sair se vencerem o chefe final. Muitos entram em pânico, muitos se acovardam, outros se conformam mas outros se organizam e começam pacientemente a lutar. No mundo real, se os jogadores tentam remover os capacetes de realidade virtual morrem com um choque. É uma série que te prende do início ao fim e no final, vale a maratona.

Tadá! Essa é a minha lista! Espero que tenham se divertido :)