sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Minhas histórias favoritas do Superman






















Tadá! Hora de fazer uma lista de HQs do Superman! Como disse, essa não é uma lista das melhores, mas apenas as que eu gosto e lembro.

Enfim, nós sempre tivemos HQs da DC de sobra nas bancas. Minhas vagas lembranças da infância já incluiam ter visto Superman no cinema, e ver várias HQs gigantes publicadas pela Ebal nas bancas. Eu até já tive o álbum de figurinhas do filme do Superman. Qualquer outro livrinho que eu tinha acabava riscado, mas não o álbum do Superman  :) 

A Globo exibia o desenho dos Superamigos no sábado de manhá e tará, já temos mais um fã do Superman.






Em 1984 editora Abril começou a publicar as histórias do Superman no formatinho. Lembro que tinhamos histórias desenhadas pelo Gil Kane e o Curt Swan. A capa tinha a cidade de São Paulo ao fundo. :)  

O Curt Swan desenhava o Superman "parrudo". Meio baixinho, quase gordinho. Era esse o Superman que viamos nos desenhos animados da época, aquele que dizia "Santa Escócia".











Lá pela edição 15, eu comecei a ficar mais impressionado com os desenhos. A arte era do mestre argentino José Luis García-López, de uma edição americana Superman 301 de 1976. Era incrível a quantidade de detalhes nos prédios de metrópolis, assim como a expressão dos personagens. A história mostrava o zumbi Solomon Grundy vindo de uma Terra paralela em busca de um outro zumbi igual a ele. E vindo dessa outra Terra ele é mais poderoso que o Superman, nocauteando-o com facilidade. Resta ao Superman usar super-trapaça para enganar o Grundy, se fantasiando de outro Grundy o pobre Grundy original na lua. Wow! Santa imaginação Batman! 








Enfim, José Luis García-López estava se tornando a "cara" da DC, e seus traços elegantes se tornaram a marca registrada da DC nas lancheiras, camisetas, livros de colorir. e é assim até agora em 2016.  Por mais que tentem empurrar o visual "Novos 52" do Jim Lee, ou qualquer outro, a DC sempre volta pro seu "estado natural".

Na edição 16, somos apresentados à prima do Superman, e Supergirl, Kara Zor-el, no que seria a Superman 307 na edição americana. Nessa história envolvente, psicólogos de Kandor, decidem que o Super-homem está obcecado com a Terra, por medo de perder o planeta da mesma forma que ele perdeu Krypton, por isso ele está pegando pesado com indústrias poluidoras. Nisso, esses psicólogos preocupados decidem pedir que a Supermoça deve convencer que o Super-homem é um humano, mutante, e que Krypton nunca existiu e que ele deve pegar leve. A mentira não dura muito tempo, pois durante uma luta, Kara Zor-el  chama ele de "primo".  Ver o Super-homem irritado vale o preço do ingresso. :) 

E assim por diante. Toda essa fase tinha o Superman se unindo a um outro herói, como o Arqueiro Verde, o Nuclear, os Homens-metálicos, o Adam Strange. E graças à generosidade do roteirista Gerry Conway, todos eles tinham chance de ser úteis e salvar o dia.


Eu realmente gostava dessa fase do Superman dos anos 70 e 80 quando era publicada aqui. Era coeso, era tudo interligado, tudo fazia sentido. Por isso quando no colégio começavam a falar que tudo mundo ia morrer, o meu eu de 13 anos ficava indignado. "Não, é mentira, é impossível".

Mas, não era, lá foi lançada a "Crise nas Infinitas Terras", só pra dar depressão pra decenauta fiel.

Para felicidade geral de todos os fãs do Superman, toda essa fase foi republicada recentemente em 2016 em dois encadernados entitulados: Lendas do Homem de Aço: Garcia-López. Vol.1 e volume 2. 














Mas voltando pra 1989. Enfim, as Infinitas Terras viraram uma só, o Super-homem foi rebootado por John Byrne e teve um excelente e detalhado arco reformulando vários elementos das histórias antigas, atualizando alguns e ignorando outros.

O Byrne deu o seu melhor para modernizar o Homem de Aço por anos, mas o fato que o merchandising da DC ainda mostrava os desenhos do José Luis García-López meio que tirou o seu entusiasmo,

A série do Byne influenciou bastante o seriado "Lois & Clark: As novas aventuras do Superman", o seriado "Smallville" e o filme "Superman: O Retorno" que tem a famosa cena do avião caindo do espaço no meio da cidade. O filme "O Homem de Aço" também tem elementos criados por John Byrne, como os robozinhos kryptonianos e o fato de Krypton explodir devido a problemas em seu núcleo.




A irregular série "A Morte do Superman", acompanhada pela arte do Jon Bogdanove, da qual eu não era fã, me fizeram parar de ler Superman por anos. E também nessa época eu começava a ler IMAGE comics (Spawn, Wildcats, Youngblood, e outras tranqueiras similares) e esqueci o azulão por um tempo.

Até  que em 1996 Mark Waid e Alex Ross nos apresentam com uma obra de arte. A minissérie "O Reino do Amanhã" apresentava um futuro da DC sombrio, dominado por personagens estilo IMAGE comics, que matavam a bel prazer, enquanto que os heróis dignos da DC estavam esquecidos no seu canto.

Restava ao aposentando Clark Kent se juntar a uma nova geração de heróis para tentar salvar o dia, e isso incluia tentar recrutar o chato do Batman pro lado dele. Por fim, essa história emocionante me fisgou de volta pra DC comics. :)



Entre os maiores fãs do Superman na Terra estão o Alan Moore, o Jerry Seinfeld e ..ALEX ROSS.  O fantástico artista cria pinturas realistas dos Super-heróis para torná-los "reais". Normalmente ele visualiza pessoas adultas nos seus 40 ou 50 anos, fortes e com rostos de couro. É assim que ele visualizou a Liga da Justiça na época dos Superamigos e é isso que eles se tornaram, super amigos que o ajudaram a superar desafios. Para criar o Superman ele criou uma escultura de cera do herói, assim como contratar modelos para posar para as pinturas.

PAZ NA TERRA foi uma de uma série de graphic novels gigantes de luxo, escrito com por Paul Dini, Alex Ross produziu histórias para o Batman, a Mulher Maravilha, o Capitão Marvel e a Liga da Justiça.



Superman: O que aconteceu ao homem de aço
Uma emocionante história do Alan Moore, publicada na época da Crise nas Infinita, feita para ser uma despedida ao Superman da era de prata. Todos os inimigos do Homem de Aço fazem uma investida à Fortaleza da Solidão, a Legião dos Super-heróis vem do futuro para homenagear o antigo campeão, e os amigos mais próximos vem ao seu auxílio. É para se ler preparado com lencinhos de papel.
Superman: Para o Homem que tem tudo
Outra emocionante história do Alan Moore, na qual o Supeman é visitado pelo Batman, Robin e Mulher Maravilha no seu aniversário. Ao entrar na Fortaleza da Solidão eles encontram o Superman com uma estranha planta amarrada em seu peito. A planta alienígena é um parasita chamado "Clemência Negra", que suga a vida do hospedeiro enquanto telepaticamente realiza os seus sonhos mais profundos. Clark precisa escapar do seu sonho de viver em Krypton com sua família para poder sobreviver no mundo real.


Superman: Entre a Foice e o Martelo
Um magnífico "Elseworlds" extrapola o que aconteceria se a nave do Superman tivesse caído na Rússia nos anos 30. Ao invés de adotar o estilo de vida americano ele acabaria lutando pelos valores comunistas. Ao invés de fazer uma obra "pró-soviética" ou "pró-americana", ela oferece uma discussão das vantagens e desvantagens de cada lado.

Batman é um terrorista e é visto como tal, e o Superman é um líder de estado que tem o exaustivo trabalho de vigiar o mundo inteiro. Lex Luthor é o cientista vaidoso humano que é apaixonado por sua própria inteligência e tentar destruir o Superman a qualquer custo, mas que depois, tem que se livrar da própria miopia e se tornar um verdadeiro campeão da humanidade.

O final é tão gigantesco e monumental que merece ser visto sem SPOILERS. É um dos maiores momentos WTF dos quadrinhos.


Superman: Brainiac (2009). Gary Frank já tinha desenhado o Superman em "Origem Secreta" na qual finalmente a DC começou a usar as feições do ator Christopher Reeve. E antes disso, ele desenhou um excelente arco da Supergirl Matrix nos anos 90. Lembro que antes, por razões de direitos autorais com o pessoal dos filmes, a DC nem podia usar os CRISTAIS brancos kryptonianos usados nos filmes do Super-homem. O John Byrne quis usar os cristais na sua história de origem de 1986 "O Homem de Aço", mas não teve permissão. Parece que o seriado de TV "Smallville" finalmente pode usar tanto a fortaleza da solidão quando a nave kryptoniana de cristal,  e então, esse design foi pros quadrinhos, finalmente.

Nesta série "Brainiac", o personagem ganha uma origem mais definida, obviamente inspirada nos vilões BORG, do seriado "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" e no personagem "V-Ger" de "Jornada nas Estrelas: O filme", na qual ele quer assimilar/digitalizar espécies. Boa história, muito bem feita.

Em 2011 o roteirista Grant Morrison e o artista Frank Quitely nos brindam com uma história fantástica, que celebra o ápice da era de prata com um toque futurista realista típico do Grant Morrison  "Grandes Astros: Superman". 

É uma espécia de "12 trabalhos de Hercules" envolvendo o Superman, a Lois, o Luthor, a cidade de Smallville, todo mundo.

É uma ótima HQ que merece admirada no papel e ser lida sem spoilers.