sábado, 16 de janeiro de 2016

NAMOR - O Príncipe Submarino (Encadernado Salvat)

Comprei mais um encadernado vermelho da Salvat, mais conhecida como "Compre tudo o que BYRNE desenhou e ignore o resto".

Parece que o maior hobby do desenhista John Byrne sempre foi revitalizar personagens clássicos, e não esconder os seus defeitos, mas incorporá-los como parte da história.

Depois de trabalhar no reboot do Superman na DC em 1987, o Byrne retornou pra Marvel pra trabalhar em "Namor", antes de retornar pra DC para fazer "Mulher Maravilha" e Novos Deuses.

A primeira coisa que o Byrne fez foi achar uma explicação plausível para os acessos de fúria vilanesca do Namor, que de vez em quando lança seus ataques aos malvados habitantes da superfície. Por ser um híbrido humano e atlante, tanto o excesso e a falta de oxigênio deixam ele doido. E um cientista humano cria uma máquina para filtrar o sangue de Namor, curando ele.

E esse foi o ponto de partida para esse arco que joga o "Namor nos anos 90". Ele usa de vários tesouros perdidos nos oceanos para virar um empresário que luta pela ecologia. Foi um bom começo, mas alguns vilões humanos frouxos vão tirando a energia da história.

Mas um ótimo momento foi quando o Namor usa umas arraias mutantes que absorvem calor para conter uma mancha de óleo em chamas. O Reed Richards quer capturar uma delas para estudá-la em nome da ciência, mas Namor o impede, pois mesmo que o Reed tenha boas intenções, pessoas ruins vão usar o conhecimento dele em nome da ganância.  Foi um momento "Jurassic Park"  :)

Veredito: Boa leitura, mas não indispensável