terça-feira, 27 de setembro de 2016

Carangos e motocas da TV e do cinema




















Chegou a hora de fazer um post homenageando alguns dos nossos veículos favoritos das telas.

Eu me sentia sortudo toda vez que ligava a TV e passava esse filme.  "O Calhambeque Mágico". "Chitty Chitty Bang Bang" (1968) era o som que o motor do carro de corridas consertado por um inventor criativo, que fez tantas modificações no carro que ele chegava a voar e flutuar no mar. O filme parece ser um filme da Disney, mas é na verdade um filme feito pelo pessoal que criou o JAMES BOND.  Fans do Jim Carrey vão lembrar do filme do Ace Ventura na qual ele capota um caminhão enquanto canta a música "Chitty Chitty Bang Bang"

Nos anos 60, o seriado do Ultraman e do Ultraseven eram exemplos de trabalho em equipe. O Esquadrão Ultra protegia o Japão de todo o tipo de problemas, e não dependia somente do super-herói gigante para salvar o dia. O carro da patrulha científica era tão icônico quanto os heróis que trabalhavam com eles.




Se o seu trabalho é proteger a Inglaterra e o resto do mundo e sua estratégia favorita é bater na porta da casa do vilão e ofendê-lo até que ele entregue seu plano secreto, é bom ter uma compensação. O carro Aston Martin foi um icônico carro da série de filmes do James Bond. Se tornou uma tradição por dezenas de filmes a cena em que o inventor Q apresenta ao espião favorito do cinema o seu carro novo cheio de bugigangas e várias tranqueirinhas de espião.



O seriado do Batman de 1966 tinha de tudo. Um tema divertido, um orçamento generoso que permitia muita aventura, comédia, cenas ao ar livre e cenas em estúdios luxuosos, coloridas e propositalmente bregas. Mas os melhores momentos envolviam o Batman recebendo um chamado de socorro no telefone vermelho, descer até a Batcaverna, entrar no Batmóvel, ligar as "turbinas atômicas" e ir até a cidade de Gotham para salvar o dia. Aliás, todos os Batmóveis são maravilhosos, desde o elegante carro do Tim Burton até o tanque do Nolan, o feioso "Tumbler".


Outro filme de carros mágicos que eu gostava era "Se meu fusca falasse" (the LoveBug) de 1968. O Herbie foi mais uma criação encantadora da Disney. A explicação metafísica feita pelo mecânico que toma conta do fusca era que nosso amor pelas máquinas fez com que elas criassem consciência.  E o supersensível Herbie precisava só precisava de atenção para poder ganhar todas as corridas.




Se você vai atravessar a Terra depois do apocalipse nuclear é melhor fazer numa van com ar condicionado. No seriado ARK II de 1976  uma supervan atravessava a Terra devastada levando água, esperança e internet aos pobres moribundos que sobraram. Nada mais esperançoso para as crianças assistirem num domingo de manhã junto com o Bozo e os superamigos, hahaha




Na televisão a imortal guerreira de amazona Diana Prince viveu no mundo dos homens em duas épocas. Na segunda guerra mundial, aonde ela ajudou os americanos a enfrentarem sabotadores nazistas com a ajuda do seu avião invisível e depois em 1975 quando ela voltou ao mundo dos homens. Na sua segunda visita, a Mulher Maravilha preferiu usar uma moto em suas missões que exigiam mais finesse.



Em matéria de bromance e deslizar por capôs, os dois detetives Starsky e Hutch eram pioneiros. O seu carro Gran Torino logo virou um ícone e fez a alegria de vários fãs de duplas policiais e carros quadradões. Sem eles, não teríamos a música Sabotage dos Beastie Boys.






Outro filme que se tornou um favorito foi "Agarra-me se puderes"(Smokey and the Bandit). Em 1977 Burt Reynolds re-inaugurou o gênero de "corridas malucas" nos anos 70. No caso dois contrabandistas, um pilotando um carro Pontiac e outro dirigindo um caminhão tinham que transportar bebidas de um estado a outro, enquanto que a polícia os persegue em caçadas hilárias repletas de saltos e derrapagens na areia. O filme serviu de inspiração para o seriado "Os Gatões"(Dukes of Hazzard) e "As aventuras de B.J."


O Dodge Charger "General Lee" foi o astro do seriado "Os Gatões" ou os Dukes de Hazzard (1979-1985), que contava a história de dois primos, Bo e Luke Duke que transportavam uísque caseiro para o seu tio Jesse. Quando a série começa, os dois primos já não mais transportam uísque, mas ainda assim salvam o dia das tramóias do Boss Hogg, um político corrupto do condado "Hazzard County". O seriado e seu carro eram tão amados que até ganharam uma canção do Johnny Cash dedicada a eles.

Se a patriótica Mulher Maravilha podia ter uma moto, o Capitão América não podia ficar pra trás. No telefilme de 1979 um ator que era um piloto de motos de verdade interpretou o famoso herói americano. Mas a moto não era uma moto comum, ela podia planar, pois ela tinha uma asa delta embutida. Excelsior!





Não deixe que as aparências enganem. O "Bluesmobile" era um "dodge Monaco Sedan" dos "Irmãos Cara de Pau" (1980) e estava protegido por forças divinas e ninguém, nem os neo-nazistas, nem bandidos, nem a polícia iria impedir os dois músicos de Blues de chegar a tempo de salvar o orfanato.  




Em 2019 teremos uma garoa constante e neblina permanente, mas pelo menos teremos carros voadores! Você poderá ser um Blade Runner (1982) resmungão e entediado, mas pelo menos poderá resolver casos de andróides desobedientes à bordo desses carros flutuantes silenciosos cortesia de Syd Mead, o designer futurista que foi inspiração para bilhões de designers mundo afora.





Se você vai lidar com eventos de proporções bíblicas nada como ter um carro que mostra o quanto você é um profissional "Caça-fantasmas"(1984)  que entende de sua especilidade, neste caso essa mistura de ambulância com carro de detetização, com sirenes e equipamentos esotéricos. Nada como chegar com o ECTO 1 todo fumacento e com suas luzes de ambulância ligadas para assegurar todo mundo que tudo está sob controle.



A Super-Máquina (Knight Rider) foi outro favorito da época. O seriado de 1982 contava a história de Michael Knight. Um policial dado como morto ganhou uma nova identidade e um super carro inteligente, chamado K.I.T.T. cortesia da "Fundação para a Lei e o Governo". Michael Knight e seu carro mágico iam de cidade e cidade resolvendo problemas domésticos, geralmente envolvendo pessoas pacíficas que eram pressionadas por bandidos locais ou empresas malignas. 

Uma vez um homem sábio disse. "Se você vai viajar no tempo, por que não fazer com estilo"? E assim nasceu um dos carros mais icônicos do cinema, o DeLorean voador de "De Volta para o Futuro". Quando vi esse filme no antigo cinema Comodoro, na sua tela gigante, foi um grande evento. Foi a primeira vez que ouvi um som tão espetacular. Cada ronronar do motor ou zumbir das energias estavam lá em super alta definição sonora. Sem contar o tema musical de Alan Silvestri.


Em 1985 tivemos "Moto Laser"(Street Hawk), era basicamente uma versão mais pobre..ahem... uma versão com orçamento mais limitado que "A Super-máquina". A série só durou 13 episódios, que foram reprisados o suficiente. Em compensação, o tema musical, feita por integrantes da lendária banda de música eletrônica "Tangerine Dream" ainda é requisitada pelos fans.




Ahem. Podemos pular essa série? (assobiando e disfarçando antes que comece a tocar "See you again" na minha cabeça)








Não existe moto mais legal que essa. A moto encantada..ahem.. amaldiçoada do Motoqueiro Fantasma consegue subir pelas paredes e andar pela água. Não tem nada mais relaxante do que bater em capangas com sua corrente flamejante enquanto você derrapa pelo deserto soltando fogo espiritual por todos os cantos. Ao que tudo indica, o carro do Motorista Fantasma, que está estreando no seriado dos "Agentes da Shield" vai se tornar um favorito entre os fãs.



Em 2008 tivemos o filme baseado no anime "Speed Racer" dos anos 60.  Eu achei esse filme divertidíssimo, engasguei de rir na cena do ninja tosco, e fiquei embasbacado pela corrida final e a música celestial de Michael Giacchino que fez uma versão moderna do tema do desenho animado e incluiu sua sensibilidade "Lost". Eu amei o filme, e os críticos que não gostaram que chafurdem em óleo de motor.     




Não é certo chamar os Transformers de carros. Eles não são carros, eles são seres, que se disfarçam de carros para não chamar a atenção. Eles só querem ficar escondidos enquanto resolvem os seus problemas cybertronianos. É rude querer dirigir eles sem o seu consentimento. A não ser que eles permitam, mas eles se ofendem tão facilmente quanto se empolgam, portanto..