sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Curiosidades de "Jornada nas Estrelas"





















Hoje vamos falar sobre algumas curiosidades que me lembro sobre "Jornada nas Estrelas"!  Sigam-se nerds em treinamento!

A nave USS Enterprise de "Star Trek" também é o nome de um navio da segunda guerra mundial que lutou contra os japoneses. Ela apareceu no filme "Star Trek IV" quando a tripulação tem que voltar ao passado (1986).


Os japoneses não podiam ficar pra trás e também transformaram um navio da segunda guerra mundial em uma  nave espacial! E assim nasceu "YAMATO", o "Star Trek" japonês, um anime de sucesso estrondoso em 1973.  No futuro, alienígenas malvados bombardearam a Terra com bombas nucleares, resta a Yamato fazer uma jornada pelo cosmos até o planeta Iscandar para encontrar a cura para a radição. A primeira convenção de anime no Japão foi a exibição de um filme de Yamato no cinema.


Após a segunda guerra mundial, os Estados Unidos viram um crescimento otimista sem precedentes, mas logo veio uma paranóia crescente devido a "ameaça comunista", e começou a caça as bruxas, afinal todo mundo podia ser um espião soviético escondido. Ao mesmo tempo que tensões raciais explodiam em violência e tímidas revoluções sociais começavam. "Jornada nas Estrelas" mostrou pela primeira vez uma oficial negra junto com o resto da tripulaçao e ao mesmo tempo, um oficial russo. Era uma maneira de dizer, "tudo vai dar certo no futuro".

A atriz que interpretava a tenente Uhura, a Nichelle Nichols, começou a receber várias ofertas de trabalho para cantar na Broadway, o sonho dela de cantora, e iria pedir demissão. Mas então, Martin Luther King interviu: "Eu sou um fã da série, um trekkie, você precisa estar no papel por causa do exemplo que você que está dando. Isso só vai ser real se você estiver lá".
É claro que a Uhura continou, e é claro que ela iria cantar, tanto que alguns episódios foram feitos só para ela ter a chance de cantar. 


E não foi só isso, ela protagonizou o primeiro beijo interracial a ser exibido na TV! O resto é história.








Os escritores perceberam que podiam burlar a censura pesada dos anos 60 por causa do formato de ficção científica. O formato permitia criticar eventos políticos da época, como a polêmica Guerra do Vietnam. O episódio "A private little war"(uma guerra particular) mostrava os Klingons (os vilões da série) fazendo o papel dos soviéticos, fazendo um povo pacífico entrar numa guerra armamentista.





Quando a série foi cancelada na terceira temporada, os fãs fizeram protestos no canal, junto com montanhas de cartas. Foram os primeiros "flash mobs", algo totalmente sem precedentes para um show de TV. A série não foi reiniciada, mas foi reprisada infinitamente. Os fãs começavam a escrever suas próprias histórias e assim nasceram as fan-fictions. A mais famosa era a da tenente Mary Sue. Nisso surgiu o termo Mary Sue, que descreve um personagem auto-inserido em uma obra e que é perfeito demais.

Em 1977, George Lucas estréia sua mega devastadora saga "GUERRA NAS ESTRELAS" no cinema. Um filme da FOX. A Paramount se roeu de ciúmes e mandou "Jornada nas Estrelas" virar filme de cinema. Na época, "Jornada nas Estrelas: Fase 2" estava em pré-produção para ser um novo seriado de TV. E assim nasceu  "Jornada nas Estrelas: O filme" em 1979, tendo como diretor o venerado  Robert Wise de "O dia em que a Terra Parou" e "A Noviça Rebelde" e "Amor Sublime Amor".


E quem veio ajudar Star Trek como consultor científico? Ninguém menos que Isaac Asimov. O gênio supremo da ficção científica literária. Quando Star Trek surgiu na TV, ele veio como um crítico feroz, mas que depois se tornou um dos seus maiores fãs.






Em 1987, a continuação da série clássica estreou, "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração", com o francês Capitão Jean Luc Picard no comando. Ele foi inspirado pelos documentários do navegador francês Jacques Costeau e seu navio Calipso, que viajava pelos mais exóticos rios do mundo. Uma característica do Capitão Picard é que ele ficava teclando no seu PADD. Quando ele dispensava um tripulante, ele voltava sua atenção mandar textos na sua telinha. Ele inventou o gesto "Estou te ignorando pois meu celular é mais importante que você". Isso 20 anos antes do Steve Jobs.