terça-feira, 3 de maio de 2016

Quadrinhos argentinos

Para não falar só da América eu gostaria de compartilhar esse achado com os arqueólogos dos quadrinhos.  "Alvar Mayor".

Alvar Mayor é uma FUMMETI (história em quadrinhos estilo italiano, em preto e branco) produzido na Argentina entre 1977 e 1983.

Conta a história de um caçador de tesouros procurando ouro Inca no Peru no século XVI. É um verdadeiro Indiana Jones misturado com histórias estilo "Além da Imaginação" com "Monstro do Pântano" e faroestes dos filmes do Sergio Leone.

Eu tenho um calhamaço que é um encadernado bíblico dessa história. Recomendo para gosta de histórias sérias, pesadas, difíceis e assustadoras.







Não vou falar agora da Mafalda, pois a criação de Quino merece posts inteiros dedicados a ela  :)



Outro personagem argentino que lembro é "Clemente".

Era uma mistura de Snoopy, com abelha, com comentarista esportivo. Tinha tirinhas em todos os jornais e vinhetas na TV estilo Muppets. Ficavam tirando sarro dos hinos de times de futebol de vários países. Tinha humor político, não tanto quando os quadrinhos da "Mafalda", mas era engraçado, e até bem casual. O diferencial era a linguagem, eles falavam como as pessoas falavam na vida real. 

Desse personagem eu tenho "El Libro de Clemente" (presente de minha esposa  ;) que tem as melhores tiras.


Outro personagem de importância monumental na identidade latino-americana é o índio Patoruzu, criado em 1928 e escrito até 1977.


Teve incontáveis republicações, ele é como um Asterix argentino, ou o marinheiro Popeye.  Ele enfrenta pilantras e trapaceiros que vem com planos complicados, mas sempre são espancados no final.

Confiram o belo site em flash do Patoruzu:   http://patoruzu.com/#/

Outra personagem argentina que vingou foi "Cybersix", desenhada pelo talentoso Carlos Meglia em 1992. Foi publicada na Italia, distribuida na Argentina e virou desenho animado no Canadá em 1999.


Depois Carlos Meglia passou a trabalhar na DC comics fazendo quadrinhos artísticos demais para séries mensais.

E a Argentina não só produz ótimos cartunistas, produz excelentes cartunistas.

Um dos mais produtivos cartunistas argentinos foi o atemporal MORDILLO que estava praticamente em todas as revistas dos anos 70. A especialidade dele, FUTEBOL.


Hoje em dia nos consultórios de dentista você só vê desenhos do Romero Brito. Mas antes, você via quadros do Mordillo com quadras de futebol com milhares de homenzinhos que parecem smurfs brancos.

Se você encontrar um livro dele, compre, você vai se divertir muito procurando os infinitos detalhes nas páginas.  :)